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domingo, 9 de janeiro de 2011

SEAHAWKS SURPREENDE SAINTS, E JETS DERRUBA COLTS

Os playoffs da NFL começaram com tudo na noite de ontem. No jogo em que abriu a rodada, o atual campeão do Super Bowl, New Orleans Saints, perdeu de forma surpreendente para o Seattle Seahawks por 41 a 36 e deu adeus ao campeonato. Já o Saints aguarda um adversário na semifinal.

Jogando ao lado de sua torcida, o Seattle foi para o jogo contra o Saints como único time na história da NFL que se classificou para os playoffs com mais derrotas do que vitórias na temporada regular (7 V e 9 D). O quarterback do New Orleans, Drew Brees, bem que tentou. Acertou 39 de 60 passes para 404 jardas e 2 touchdowns.

No entanto, seu rival da noite, o veterano Hasselbeck, também estava com a mão caprichada. O quarterback do Seahawks acertou 22 de 35 passes para 272 jardas, 4 touchdowns e 1 interceptação. Além dele, o running back Marshawn Lynch, estava inspirado. O jogador correu para 131 jardas, sendo que 67 delas foram para touchdown no último quarto do jogo.

Se o primeiro duelo já havia sido bom, o último jogo da noite tinha tudo para ser melhor. E foi o que aconteceu. Finalistas da Conferência Americana no ano passado, Indianápolis Colts e New York Jets foram a campo mais uma vez. De um lado, o quarterback Peyton Manning, e do outro, Mark Sanchez.

O Colts, time da casa, até começou melhor, mesmo sem sete titulares (todos machucados). Após belo passe de Manning, Pierre Garçon avançou 57 jardas e fez o touchdown. O jogo que estava bastante amarrado e com as defesas se sobressaindo, foi para o intervalo com o Colts na frente. Porém, no terceiro quarto, o ataque terrestre do Jets começou a levar vantagem. Com o QB Sanchez errando passes, o jeito era atacar por terra. E funcionou. A campanha da equipe terminou com o TD de LaDanian Tomlinson, empatando o jogo. O Colts conseguiu mais três pontos em um Field goal, enquanto o Jets um TD no último quarto.

O duelo foi dramático até o último segundo. Com o placar em 16 a 14 para o Colts, o Jets, que havia acabado de tomar um Field goal de 50 jardas do experiente Vinatieri, faltando um minuto para o término do jogo, conseguiu um emocionante retorno. A equipe soube controlar o tempo, subiu algumas jardas e faltando 3 segundos para o juiz finalizar o duelo, o kicker Folk foi para a cobrança na linha de 32 jardas e fez o Field goal, virando o placar e dando a vitória ao Jets.

Agora, o New York Jets enfrenta o melhor time da competição, New England Patriots, na semifinal.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

AULA DE ARBITRAGEM NA NFL

O futebol americano é novo para mim. Após quase três anos resistindo a este esporte, finalmente resolvi conhecê-lo. Mesmo com várias regras, acho que consegui entender um pouco. Hoje, pela primeira vez, comento um jogo da NFL. Aos especialistas, peço desculpas caso alguma informação esteja errada. Na madrugada de hoje o San Diego Chargers enfrentou em casa o San Francisco 49ers. Duas equipes que precisavam da vitória para continuar sonhando com uma vaga nos playoffs. O jogo foi fácil para o Chargers, que fez 34 a 7. 

Sobre o jogo, fiquei impressionado com duas coisas: A primeira, como a utilização da tecnologia pode ajudar a arbitragem ao validar ou não uma jogada, ou então um ponto. Penso em como este recurso seria benéfico ao futebol. O que clubes e torcedores sofrem quando veem o juiz não marcar um gol em que a bola entrou (passou da linha), pois não conseguiu ver, no futebol americano isso não acontece. Pelo contrário, a arbitragem é limpa e dificilmente comete equívocos.


Durante o jogo, logo no final do primeiro quarto, o quarter-back do San Francisco, A. Smith, em sua quarta descida para tentar o touchdown (TD), foi para cima da defesa adversária e se jogou no objeto laranja que delimita a área do TD. O que parecia mais uma jogada válida e seis pontos na bagagem, os árbitros reviram o lance e anularam o TD. Tudo porque o jogador, com o seu joelho (encostado no chão), estava fora de campo. Imagino que se fosse utilizado este recurso no futebol quantos erros não poderiam ser evitados? Não é preciso ir longe. Quem não se lembra do gol de Frank Lampard, da Inglaterra, na Copa do Mundo contra a Alemanha, em que chutou de fora da área? A bola entrou, porém o árbitro não viu e não anotou o tento. Se tivéssemos a tecnologia, o gol poderia ser validado e consequentemente a partida poderia ser outra. O mesmo digo para vários outros lances. Os torcedores que pagam ingressos abusivos, dirigentes que investem em caras contratações e os próprios jogadores que treinam durante um ano inteiro não podem ser prejudicados por um erro crasso. Fica aí uma reflexão.

Outro ponto foi à questão da disciplina. Já vi diversas vezes jogadores de futebol “peitando”, “dando cartão amarelo” e xingando juízes. E o que os árbitros fazem? Nada! Mas, no futebol americano e, principalmente na NFL, isso não acontece. A arbitragem pune independentemente de cor de camisa ou pressão de torcida. Hoje, após uma jogada, dois jogadores do Chargers e 49ers se estranharam. Um juiz tentou apartar a confusão e levou um empurrão de Smith, camisa 97 do San Francisco. O juiz não gostou e puxou o pano amarelo, dando falta (flag) contra o time visitante. A comissão de arbitragem se reuniu e pasmem, expulsou o jogador. Para mim, que nunca tinha visto aquilo, fiquei espantado. Agora, para o narrador do Bandsports, Ivan Zimmerman, não! Na NFL, qualquer atitude contrária ao árbitro é digna de punição, desde perda de jargas à expulsão. Pense se a moda pega no futebol? Teríamos várias expulsões em um único jogo. A sorte é que jogadores como Edmundo, Neto, Marcelinho Carioca, Viola, Rincón e Júnior Baiano já pararam. Senão, o cartão vermelho iria rolar solto.

Aos que se interessam pela NFL, abaixo segue um vídeo com o resumo do jogo:
http://www.nfl.com/gamecenter/2010121600/2010/REG15/49ers@chargers/watch?module=HP_cp2