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quarta-feira, 9 de março de 2011

A BRIGA ENTRE C13 E CLUBES BRASILEIROS

Depois da novela Ronaldinho Gaúcho, que durou mais de dois meses, agora o futebol brasileiro nos proporciona o ‘’Direitos de transmissão 2012’’. Muito me encantaria se essa briga fosse meramente pelo bem do futebol nacional. Mas não, seguindo o que acontece em Brasília, os dirigentes dos clubes brasileiros fazem conchaves políticos para ganharem algo em troca ($$$ e apoio), sejam com a CBF, emissoras de TV ou governo.

O que acontece com a briga de alguns clubes brasileiros com o Clube dos 13 é pura politicagem. Alguns não querem ficar de ‘’mal’’ com a toda poderosa Globo. Quem não garante que a saída repentina do Corinthians não tem algo com a emissora e a construção de seu estádio? Mais do que nunca, Andrés Sanchez, o cachorrinho de Ricardo Teixeira, segue as ordens de seu pupilo. Tem fama de durão, mas suas decisões são bem estranhas. O estádio corintiano, que até agora não saiu do papel, por falta de verba devido as exigências da CBF e da Fifa, além de outros entraves, pode mesmo ficar nos sonhos dos torcedores, caso o presidente do clube alvinegro feche com qualquer outra emissora que não seja a Globo. Além disso, ficar contra Ricardo Teixeira seria algo crucial para os milhões que ainda faltam para construção do Fielzão. Com a saída do C13, Sanchez recebeu a notícia da Fifa confirmando o estádio corintiano para a Copa. Novidade, hein?! Muito estranho, não acham?

Já no Rio de Janeiro, onde a TV carioca tem grande poder, os quatro grandes estão bem decididos: não deixar a Globo sair do futebol. Tem presidente comparecendo a evento com mochila da emissora e dirigente que se encontra com executivo do canal articulando os direitos de transmissão. Em um dia anunciam a saída do Clube dos 13, enquanto dias depois apenas noticiam seu afastamento. Poxa, vamos ter coerência! Todos sabem que o edital proposto pelo Clube dos 13 contém vários erros. Agora, me pergunto. Por que os clubes não se reúnem, acertam as cláusulas contratais e fecham logo isso?

Palmeiras e Santos, por se sentirem desprestigiados e pela falta de carinho, anunciaram mais uma debandada do grupo. Quem também fugiu do C13 foi o Grêmio, que está de olho na saída do estádio do rival Inter da sede da Copa do Mundo. Sem ter como garantir financeiramente a reforma do Beira-Rio, e ainda já fechado com o C13, juntamente com São Paulo e Atlético-MG, o Internacional pode dar de bandeja a sede do RS para o rival. Enquanto isso, os gremistas tomam uma decisão no mínimo curiosa, com o intuito de ter seu estádio na Copa. Com uma proposta para a construção de sua Arena e alinhando todas suas decisões em conjunto com a CBF, o Grêmio pode ganhar de presente da ‘’toda poderosa’’ os jogos do Mundial.

Outro ponto bastante discutido é a preferência de alguns clubes pela Globo. Que a emissora carioca tem uma grande audiência e grandes profissionais, por mais contestados que sejam, todo mundo sabe. Agora, por que esse preconceito com a Record? Mesmo sabendo das incertezas de onde vem o farto dinheiro da emissora paulista, quem não garante que ela poderá fazer uma ótima cobertura futebolística? Nos últimos anos a emissora investiu pesado no esporte, sejam em contratações de renomados jornalistas e na compra de direitos de transmissão, como a Olimpíadas de Londres, em 2012. Que abram um edital sério e que vença a melhor proposta, independente de A, B ou C emissora.

O C13 nasceu para ser uma liga forte, ser o escudo dos clubes, no entanto até agora nada se fez. Se nem um assunto bem inferior, como a polêmica Taça das Bolinhas a entidade conseguiu resolver, como conseguirão dar fim a um assunto que pode definir o rumo do futebol nacional?!

Quem perde com tudo isso são os próprios clubes. Em vez de se juntarem para conseguir um recorde de dinheiro das Tvs e melhorarem suas imagens perante o público nacional, ficam neste briga boba. Que o futebol não é sério, muitos já desconfiavam. Agora, todos têm a resposta. Não pense que em 2012 haverá dois campeonatos brasileiros. Tudo mentira. O final todo mundo já sabe. Nada que um ‘’pito’’ do governo federal e da CBF para que os clubes se acalmem e se rendam a eles.

sábado, 18 de dezembro de 2010

INTER DE MILÃO NÃO DÁ SOPA PARA O AZAR, VENCE MAZEMBE E É CAMPEÃO DO MUNDIAL DE CLUBES

Jogadores da Inter de Milão comemoram o título do Mundial
E o previsto aconteceu. Com o ditado popular “Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar” na mão, a Inter de Milão goleou o “Todo Poderoso” Mazembe por 3 a 0, na final do Mundial de clubes, realizado em Abu Dhabi. Com o título, os italianos fecham uma temporada de ouro, com a taça erguida quase todos os torneios que disputou: Liga dos Campeões, Copa da Itália, Campeonato Italiano e Mundial de clubes. A perda do caneco em 2010/2011 fica por conta da Supercopa, em que foi derrotada no início de agosto pelo campeão da Liga Europa, Atlético de Madrid.

Com os brasileiros Julio César, Maicon, Lúcio e Thiago Motta, o técnico da Inter, Rafa Benitez, tratou logo de decidir a partida no início de jogo. Escalou três atacantes (Eto’o, Milito e Pandev), com o camaronês um pouco recuado e jogando pela esquerda, municiando os seus companheiros. A equipe italiana fez marcação no campo adversário e abriu o placar no com Pandev. O gol jogou um balde de água fria no esquema tático defensivo implantado pelos africanos, que se arriscava nos contra-ataques. Ainda na primeira etapa, o melhor jogador do torneio, Samuel Eto’o ampliou.

Sem muitas dificuldades, a Inter controlou o jogo no segundo tempo, trocando passes e fazendo o tempo correr. Já no final fez o terceiro com o francês Biabiany, após ótimo passe do servo Stankovic.

Internacional fica com o terceiro lugar

Já o Internacional, que decepcionou os mais de 10 mil torcedores que foram ver a derrota da equipe na semifinal contra o Mazembe (2 a 0), puderam pelo menos ver o colorado vencer a disputa pelo terceiro lugar. Sem dar chances à equipe sul-coreana Seongnam, o Inter venceu por 4 a 2, com gols dois gols de Alecsandro, um de Tinga e de D'Alessandro . O colombiano Molina descontou duas vezes para o Seongman.

Agora, os Colorados começam a se preparar para a temporada 2011. Após boatos da eminente saída do técnico Celso Roth, os dirigentes da equipe começam a rever tal posição. Tudo porque não há técnico “gabaritado” disponível no mercado. Apesar do apoio, o treinador colorado deve ser recebido no aeroporto de Porto Alegre com os protestos dos torcedores.

Alecsandro festeja um de seus gols contra o Seongnam
Os dirigentes do clube pretendem fazer uma reformulação no elenco. Principais jogadores criticados pela torcida, Alecsandro e Renan têm seus futuros indefinidos. A principio, o goleiro deve permanecer no Beira-Rio. Já o atacante, que não tem o apoio de grande parte da torcida, deve ser envolvido em uma troca com outro clube. O volante Guiñazu tem proposta do Boca Juniors e São Paulo. No entanto, para tirar o argentino, os clubes terão que desembolsar uma boa quantia em dinheiro. O atacante Edu é outro que está de malas prontas para sair de Porto Alegre. Com um alto salário e sem agradar a torcida, o jogador, que chegou com status de goleador, é nome certo fora do Beira-Rio.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O "GIGANTE" APEQUENOU-SE

 Argentino não vai bem e Inter está fora do Mundial/VIPCOMM

Chamado de “gigante” pelos seus torcedores e que leva o nome de seu estádio (Gigante da Beira-Rio), o Internacional, de forma vexatória, sucumbiu ao “todo poderoso” Mazembe, do Congo.

Pior do que a fatídica eliminação na semifinal do Mundial foi a vergonha e irritação dos mais de cinco mil colorados que foram à Abu Dhabi ver o clube do coração ser eliminado. Um time em que seu elenco é considerado um dos melhores do país. Ser mandado de volta pra casa por uma fraca equipe africana é algo muito estranho. Longe de menosprezar o Mazembe, que com suas limitações, conseguiu marcar dois belos gols com Kabangu e Kaluyituka, e que, em minha opinião, tem a figura até agora mais importante do torneio, o irreverente goleiro Kidiaba, que fechou o gol no duelo de hoje e parece estar em casa com suas dancinhas esquisitas no gramado. Porém, com o elenco que tem e o investimento feito, uma eliminação precoce é algo no mínimo decepcionante.

Um dos esportes que têm resultados mais surpreendentes, o futebol e seus deuses mais uma vez aprontaram e deram o ar da graça. Levou melhor a equipe que teve mais vontade e soube aproveitar os erros do adversário. Apesar da pressão que levaram na primeira etapa, em nenhum momento os africanos pareceram nervosos. Souberam conter os ânimos.

Esbarrando no goleiro Kidiaba, o Internacional, a cada minuto, errava passes bobos e parecia um pouco desinteressado, por incrível que pareça, em uma semifinal de Mundial Interclube. Muitos toques de bola sem objetividade e chances desperdiçadas acarretaram em um duro golpe contra os colorados.

Muito se discutiu antes do Mundial quem seria o encarregado da meta colorada, porém uma discussão que a meu ver passou batida foi outra. O setor defensivo. Índio já há algum tempo mostra que a idade chegou. Sem preparo físico, evidente que uma tempestade iria acontecer. E aconteceu. Afobado, fez várias faltas, tomou cartão amarelo e em um lance de erro de posicionamento junto com seu companheiro de equipe, Bolívar, o Mazembe abriu o placar.

O que também chamou minha atenção foi o comportamento dos jogadores da equipe brasileira. A obrigação de estar na final pesou. Foram vários erros de passes bobos. A raça e garra de Guiñazu que tanto ajudou o Internacional não eram notadas no jogo. Jogadores nervosos e sem brio. Kleber, Wilson Matias, D’Alessandro e Alecsandro foram muito mal. Rafael Sóbis e Tinga, os melhores em campo, tentaram por diversas vezes e até criam boas jogadas coloradas. No entanto, o senhor técnico Celso Roth aprontou. Tirou os camisas 11 e 7, colocando dois jovens. Oscar, que até então praticamente não havia jogado, desculpem-me, não iria resolver o jogo. O talismã Giuliano até que tentou, mas o arqueiro Kidiaba não deixou.

Ao invés de tentar fazer algo diferente, colocar o time para frente, preferiu não se arriscar. Fez o feijão com arroz. Tirou os jogadores que estavam buscando o jogo. Agora sei o porquê torcedores de Grêmio, Vasco e Palmeiras o chamam de burro. Fez jus ao coro. O resultado, eliminação. Um time que muito se esperava, acabou engolido pela própria ansiedade de seus jogadores e pela falta de coragem de se treinador.