sexta-feira, 4 de março de 2011

RONALDINHO GAÚCHO LEVANTA TAÇA, MAS FICA DEVENDO EM CAMPO

Em apenas dois meses de casamento, a união entre Ronaldinho Gaúcho e Flamengo já começou a render frutos. A Taça Guanabara foi o primeiro título do camisa 10 com o manto rubro-negro. O craque fez o gol do título, uma marca que ficará por toda a sua carreira. No entanto, a questão que me intriga é o seu fraco desempenho nas partidas. Você concorda?

Ronaldinho Gaúcho chegou à Gávea com status de estrela. Foram cerca de 20 mil torcedores durante a sua apresentação, com direito a banda Revelação, os músicos Diogo Nogueira e Dudu Nobre, além de artistas e jogadores de futebol. RG demorou cerca de 20 dias para entrar em forma. Mesmo em plena temporada, o brasileiro, na época jogador do Milan, não manteve o condicionamento físico e apenas observou as negociações em torno de seu novo clube com regalias em churrascarias e baladas.

Quando estreou pelo Fla, teve uma participação discreta. E assim por diante. O camisa 10 fez gol de pênalti, de cabeça e de falta. Tudo isso foi válido, mas ainda penso que faltam jogos convincentes. É certo que o craque tem jogado fora de sua posição original. Na decisão da Taça Guanabara, o técnico Luxemburgo o colocou como atacante (pivô). Um desperdício. Creio que em toda a sua trajetória no futebol, RG nunca havia jogado em tal posição. Em sua melhor aparição no primeiro tempo, Gaúcho fez ótima jogada pelo lado esquerdo do campo, onde costuma jogar, que quase resultou em gol. Na etapa complementar, fez o gol do título. Os flamenguistas podem me dizer que ele foi decisivo. Concordo, mas ele precisa mostrar um bom futebol. O dom de bater faltas e cobrar pênaltis ele nunca perderá. Vemos até hoje ex-jogadores como Zico, Júnior e Neto, que em partidas beneficentes ainda mostram a categoria refinada. Ronaldinho Gaúcho precisa cuidar do seu físico, se doar em campo, procurar o jogo e se mexer. Se fizer metade do que jogou no Barcelona, o jogador levará a nação rubro-negra à loucura. Fica aí a minha dica.

Outra dica vai aos membros que cuidam do futebol carioca. Se continuarem idolatrando o craque sem a devida responsabilidade, podem se arrepender mais tarde. Todos sabem que o nível técnico dos estaduais é bem inferior ao Brasileirão. Agora, todos que o amam, mais pra frente podem ser virar contra ele. O fenômeno começou deste jeito no Corinthians. No final de janeiro deste ano todos viram o que aconteceu. É melhor serem mais cautelosos. Mais uma dica. Por isso, Ronaldinho que aproveite o carnaval na Portela e em outras escolas de samba, mas saiba que os lúcidos do futebol estão de olho em seu desempenho em campo.

Posto um vídeo com grandes lances RG para que sirva de inspiração a ele:

quinta-feira, 3 de março de 2011

JOGADOR CHUTA CORUJA PARA A LATERAL E ANIMAL MORRE

Na partida entre Deportivo Pereira e Junior Barranquilla, o jogador Luis Moreno observou uma coruja no estendida no gramado, que acabara de tomar uma bolada, e deu um bico no animal, como se fosse uma bola. 

Na tarde de quarta-feira vários jornais trouxeram a notícia que a coruja, mascote e símbolo do Junior Barranquilla, não suportou os ferimentos e faleceu. Mesmo com o pedido de desculpas, o jogador panamenho pode ser punido e processado por criminalidade contra os animais.

Pra quem não viu o trágico episódio vale a pena acompanhar agora:

quarta-feira, 2 de março de 2011

PITACO SOBRE O CAMPEONATO CARIOCA

Mesmo em um campeonato tecnicamente bastante fraco, marca registrada da maioria dos estaduais brasileiros, alguns rivais do Mengão tiveram bastante dificuldade na Taça Guanabara. Tido como o Estadual mais charmoso do país, devido ao grande público que atrai nos jogos e em todo o ambiente onde é jogado, o Carioca 2011 quebrou uma sequência de grandes públicos. Tudo bem que o Maracanã, berço dos clubes do Rio de Janeiro, está fechado, em obras. E o Engenhão, palco dos jogos de Fla, Flu e Bota, é considerado um estádio longe, com locomoção complicada em sua volta. Mas nada justifica os campos vazios.

Com exceção do Vasco, que agora começa a ressurgir, os times do RJ estão em suas melhores fases. Depois de passarem anos lutando contra o rebaixamento na Série A e de crises sem fim, os cariocas começaram a profissionalizar o futebol, mesmo que devagar. O Flamengo contratou um dois maiores craques da história; o Botafogo vem de um ano muito bom, comandado por um técnico que fala a língua do jogador e por um ‘’Louco’’ que é decisivo, e o Flu, atual campeão brasileiro, manteve a base e ainda se reforçou (é considerado o melhor elenco do Brasil).


E os outros estaduais...


Mas isso não é ‘’privilégio’’ apenas do Carioca. Em São Paulo, por exemplo, a FPF modificou o regulamento em 2011 e agora oito clubes se classificam para a segunda fase. Tudo para que os clubes considerados grandes não fiquem fora da fase final, como aconteceu nos anos anteriores. No Gaúchão, Inter e Grêmio desprestigiam o estadual e colocam times reservas, enfraquecendo ainda mais o pífio torneio. Certas vezes o tiro sai pela culatra: os Colorados foram eliminados no primeiro turno.


Em Minas Gerais, o Cruzeiro vive entre uma partida concentrado pela Libertadores e outra com um time reserva pelo Mineiro. Apenas o Atlético-MG dá a devida importância, afinal não disputada uma competição internacional no primeiro semestre.


Fica a pergunta. Vale a pena sufocar o calendário com a disputa dos já enfraquecidos estaduais?

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

MAQUEIRO TRAPALHÃO

Imagine você, jogador de futebol, está contundido em campo. O maqueiro entre em campo para tirá-lo e o que acontece?

Veja o vídeo (Copa São Paulo de Juniores - Flamengo x Desportivo Brasil)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

ROGER FEDERER VOLTA A DAR SHOW, BATE AMIGO E AGORA ESTÁ NA SEMIFINAL DO AUSTRÁLIA OPEN

Após uma semana de ausência no blog, volto a escrever no Bola na caixa. Na madrugada de hoje pude acompanhar uma partida do Austrália Open. Um duelo de suíços amigos. De um lado o maior tenista de todos tempos e atual número 2 no ranking da ATP, Roger Federer, e do outro Stanislas Wawrinka, atual número 19.

No duelo dos compatriotas, o ex-número 1 do mundo não deu chances ao amigo. Federer está voando em quadra. Fechou o jogo em 3 sets a 0 (6-1, 6-3 e 6-3), com um tênis de dar inveja. Proporcionou lances sensacionais. Esta é a oitava semifinal seguida que Roger Federer irá fazer no Austrália Open. O suíço espera o confronto de quarta-feira entre Djokovic e Berdych para saber quem irá enfrentá-lo.

O primeiro set foi um passeio. Federer manteve seu primeiro saque e começou bem a partida com um 6/1. Roger contou com valicos de Wawrinka. O número 19 do ranking pecou em seu ponto forte, à esquerda. Foram muitos erros não forçados, o que contribuiu para a perda do set.

No segundo set, Wawrinka voltou determinado a atrapalhar a vida do compatriota. Porém, não soube aproveitar as chances de quebrar o saque de Federer, em várias oportunidades. Foi neste set que a torcida vibrou com a técnica do ex-número 1, que deu diversos golpes fantásticos, como uma curtinha inalcançável e um Gran Willy (golpe executado por baixo das pernas) Experiente, o tenista quebrou o saque do amigo no oitavo game e fechou em 6/3.

Vendo que seria impossível vencer Federer, que estava numa tarde bastante inspirada, restou a Wawrinka esperar o término do jogo. Roger quebrou logo de cara o serviço do adversário no terceiro set e abriu 3 a 0. Inclusive, após a quebra, Wawrinka se irritou e jogou a raquete no chão, quebrando-a. Devido ao lance, o jogador tomou uma advertência do árbitro do jogo. Depois da irritação de Wawrinka os dois tenistas confirmaram seus saques e Federer fechou a partida em 6/3.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

E SE A MODA PEGA NO BRASIL

Semana passada chegou à notícia de que dois clubes da primeira divisão do Campeonato Russo não participarão da próxima temporada. O motivo, as dívidas. Os times Saturn e Amkar Perm decidiram não participar da temporada 2011/2012 devidos aos altos débitos. Acreditem!

Segundo os jornais russos, a Federação do país decretou que o clube que tiver dívida superior a R$ 43 milhões terá seu nome desligado dos campeonatos nacionais. Agora, os torcedores do Saturn, clube do zagueiro brasileiro Zelão (ex-Corinthians), terão que esperar os dirigentes da equipe quitar as dívidas, como os atrasos de salários de jogadores, para que o time volte à elite do futebol russo.

A medida exemplar da Federação Russa deve-se a uma grande preocupação do país em não arranhar a sua imagem, visto que a Rússia foi à escolhida para sediar a Copa do Mundo de 2018.

Agora, imagine se a moda pega no Brasil. Teríamos campeonato brasileiro? Muito provavelmente não! Pense em um torneio de equipes fantasmas. Se a lei russa valesse aqui teríamos o Brasileirão disputado entre as seguintes equipes: Paraná, Sport, Figueirense, Juventude, Atlético-PR e São Caetano (clubes com menores dívidas). O que acham?

Abaixo, um ranking dos clubes brasileiros endividados (dados da consultora Crowe Horwath RSC):

1º Fluminense – R$ 319,7 milhões
 2º Botafogo – R$ 301 milhões
3º Atlético-MG – R$ 293,4 milhões
4º Vasco – R$ 291 milhões
5º Flamengo – R$ 278 milhões
6º Santos – R$ 181 milhões
7º Internacional – R$ 147 milhões
8º Grêmio – R$ 137 milhões
9º Palmeiras – R$ 117 milhões
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12º Corinthians – R$ 100 milhões
13º Cruzeiro – R$ 98 milhões
16º São Paulo – R$ 67 milhões

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O QUE UM SIMPLES JOGO DE CARTAS FAZ

Quando penso que já vi de tudo no esporte me engano. Tivemos mais uma coisa bizarra. Ou melhor, preocupante. Os jogadores do Memphis Grazzlies, O.J Mayo e Tony Allen, brigaram durante um voo da equipe da NBA, após derrotarem o bicampeão Los Angeles Lakers. O motivo, dívidas de jogo.

Segundo jornais locais, O. J. Mayo teria cobrado uma dívida de Tony Allen durante o carteado na volta de Los Angeles. A cobrança gerou irritação de Allen, que discutiu asperamente com o companheiro. Como forma de punir os dois jogadores, o técnico do Memphis, Lionel Hollins, decidiu proibir por tempo indeterminado o jogo de cartas durante as viagens da franquia.

Essa não é primeira confusão que envolve jogos entre jogadores da NBA. Ano passado, o polêmico Gilbert Arenas e seu companheiro de Washington Wizzards, Javaris Crittenton, levaram armas de fogo durante um treinamento da equipe para acertarem suas dívidas de jogo.

Ainda bem que a moda não pegou no Brasil. Imagine o fenômeno, que gosta de reunir em seu apartamento companheiros de equipe para jogar poker, ir cobrar dívidas de jogo de Luxemburgo, outro fanático por cartas. O técnico que se cuide. O Bope e seu escudeiro Ronaldo estão de olho.